Blood Sugar Sex Magik

No verão de 1992, quase um ano após o seu lançamento (Set ’91), devorei o “Blood Sugar Sex Magik” como se fosse o último disco anunciado dos Red Hot Chili Peppers.

Em rigor da verdade confesso que não prestei grande atenção aos álbuns que se seguiram até hoje. Ouvi-os todos na íntegra, retive algumas músicas, mas nenhum outro disco dos Red Hot Chili Peppers agarrou-me como este o fez.

The Power Of Equality
If You Have To Ask
Breaking The Girl
Funky Monks
Suck My Kiss
I Could Have Lied
Mellowship Slinky In B Major
The Righteous & The Wicked
Give It Away
Blood Sugar Sex Magik
Under The Bridge
Naked In The Rain
Apache Rose Peacock
The Greeting Song
My Lovely Man
Sir Psycho Sexy
They´re Red Hot

Blood Sugar Sex Magik

Lagoa das Patas, Agosto 2016

Aproveitei um passeio em família à famosa Lagoa das Patas e limpei o pó à máquina fotográfica. O resultado de tal limpeza é este. Nada de especial quando comparado com os momentos que passámos no meio da natureza.

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Quando chegámos cruzei-me com um casal de turistas que fazia uma sesta ao sol.

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Este estava desconfiado. Nunca se afastou, nem me perdeu de vista.

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Encontrámos muitos crias recém-nascidos, o que proporcionou um brilho mais forte no olhar das miúdas.

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Parte da pandilha.

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Olhar para o chão.

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Olhar para o céu.

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A caminho da pequena ermida localizada nas imediações da lagoa. À frente vai a Leonor a certificar-se de que estamos no trilho certo (há que dar espaço à aventura).

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Idem. Entretanto a Leonor já devia estar a subir a escadaria.

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Um pormenor na ermida: duas janelas, três cruzes.

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Naturalmente, nesta época do ano a lagoa está muito seca. Em breve melhores dias virão para os seus habitantes.

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Reflexo.

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Futuro trail runner.

Lagoa das Patas, Agosto 2016

Harmonia

Há dias voltei a fotografar umas peças do Baltasar, destinadas à actualização do seu portfólio. Esta em particular requer que seja encontrado o seu ponto de equilíbrio que permita mantê-la em harmonia.

As mãos a sair do enquadramento são as do escultor. O ponto de equilíbrio foi encontrado e a harmonia restaurada. Não há motivos para complicar o que é simples.

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Harmonia

O “Troubadour”de Lula Pena

O “Troubadour”(2010) de Lula Pena é um disco que me enche as medidas. A base do fado ao que se juntam sonoridades mundanas elevam este disco a um nível hipnótico ao longo dos sete actos que o compõem.

Não sou apreciador de fado, o que lamento, não fosse este um género musical tão português e apreciado praticamente em todo o mundo. Porém, eu que vivo no país do fado, não consigo apreciá-lo como gostaria. Mas este não é um disco de fado.

A quem não o conhece e tenha ficado com a curiosidade aguçada, recomendo que comece por ouvir o “Acto I”, o primeiro dos sete, precisamente. Depois é só continuar a apreciar o “Troubadour” à medida que este se desenrola pelos ouvidos dentro.

O disco pode ser ouvido nesta playlist no Youtube, ou no BandCamp.

O “Troubadour”de Lula Pena

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Dei por mim a reflectir sobre a minha vontade em voltar a rolar num skate quando estou nos quarenta e dois e se tal pode ser um sinal claro de que estou a viver a chamada crise da meia idade e por este motivo decidi perseguir a juventude, mesmo que inconscientemente, ou se se trata tão só de querer recuperar uma actividade que tanto gozo me deu no passado e que coloquei de parte durante muito tempo – no estado de hibernação, sinto-o agora. No fundo, uma hipótese e outra podem estar interligadas e serem ambas uma consequência da tal crise, embora eu não veja qualquer crise nisto. Pelo contrário, vejo uma oportunidade. Tal como a vi na corrida e o tempo provou-me isso mesmo. Aliás, se a corrida proporciona-me momentos de reflexão sobre o que é importante para mim e para a minha vida a todos os níveis, o pouco tempo que consigo dedicar agora ao skate permite-me não pensar em absolutamente mais nada além do que estou a fazer. E estes extremos fazem-me tão bem, cada um com as suas particularidades.

A verdade é que, e à semelhança de qualquer outra pessoa, fazer algo que me proporcione prazer e bem-estar interior deixa-me bem comigo próprio. É uma forma de auto-afirmação que permite-me derrubar obstáculos e definir objectivos no âmbito estritamente pessoal. Perseguir a juventude não significa necessariamente querer recuperar algo perdido no tempo (a juventude não se perde, creio). O que eu vejo nesta perseguição são oportunidades para manter-me activo e envelhecer com qualidade, mantendo-me o mais activo possível pondo em prática, precisamente, actividades físicas que me dão gozo.

Vejam por exemplo o senhor Neal Unger, um jovem de 60 anos por fora e por dentro: “How old can I get and still act young?”.

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K7s

Tirei do saco a cheirar a mofo muitas das cassetes que lá guardei quando deixaram de passar na aparelhagem e no auto-rádio. Aquele saco guarda uma parte de mim e do meu percurso musical na mera qualidade de apreciador de música. Guarda uma parte do meu crescimento pessoal, não só ao nível musical, mas também em muito do que me tornei enquanto indivíduo em resultado, precisamente, da influência que a música tem em mim desde cedo. A imagem abaixo é uma pequena amostra do que aquele saco sabe sobre mim, da música rock ao punk, do pop ao jazz, da clássica ao blues.

Na selecção de cassetes para compor esta imagem* estão apenas algumas das que mais prazer me proporcionaram ao ouvir. Contudo, o que me deixa francamente satisfeito é o facto de ainda hoje continuar a ouvir em CD (e na net, claro) praticamente toda a música que ouvia em cassetes, ao que junto constantemente tudo o que é novo e desperta em mim alguma atenção, no início, e, se for caso disso, continuar a acompanhar e a apreciar. Naturalmente também deixei de ouvir algumas bandas pelas qual perdi o interesse e que hoje dizem-me muito pouco.

* Police, The Doors, The Clash, Smashing Pumpkins, The Stone Roses, Radiohead, Nick Cave and The Bad Seeds, My Bloody Valentine e Morphine com “Yes” num lado e “Cure for Pain” no outro. Entre muitas outras, incluindo de grupos portugueses, faltam ali umas quantas cassetes de Joy Divison, The Smiths, Chameleons, The Wonder Stuff, Pixies, Pink Floyd, Dire Straits, The The e tantas outras, que por não ter encontrado-as não entraram no quadro. Mas os Cds estão aqui ao meu lado.🙂

K7s

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Comprei um skate. Voltei a ter um skate. Pelas minhas contas, por alto, deixei de praticar skate regulamente (praticamente todos os dias) há qualquer coisa como um quarto de século. (Raios)

Após duas sessões no skatepark chego à conclusão que não perdi o jeito para a coisa, mas ainda tenho que rolar muito para recuperar um pouco – apenas um pouco, sublinho – do que perdi em 25 anos. Não alimento ilusões e sei que o que fazia naquele tempo não conseguirei fazer com a mesma destreza e habilidade, mas o que pretendo é diverti-me a rolar e a fazer umas manobras das mais simples que um gajo com 42 anos pode aspirar fazer.

Para já, impressionei a Leonor. A minha filha mais velha estava à espera que eu me espalhasse ao comprido e isso (ainda) não aconteceu – não faltarão oportunidades.

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