Cá se faz, lá se paga.

Esta fotografia, da autoria de Doug Mills, e que fui buscar ao NYT por via deste post do Bitaites, reforça uma teoria (entre muitas) acerca da natureza humana: independentemente das raízes, da cultura ou de qualquer outro factor que caracteriza determinado povo, a verdade é que somos todos humanos, para o bem e para o mal. A necessidade e a vontade em festejar a morte de um inimigo não conhece raças, ideologias, religiões ou fronteiras – somos todos iguais!
Do meu ponto de vista, penso que seria preferível festejar a condenação de um homem pelos crimes por ele cometidos do que a sua morte. Por outro lado, homens como Osama Bin Laden não fazem cá falta nenhuma. Seja como for, espero que a expressão popular “Paga-se é neste mundo” não seja aplicada neste caso.
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Publicado por

Miguel Bettencourt

Marido, pai, informático e entusiasta da fotografia. Corro, não só pelo prazer que a corrida me proporciona, mas sobretudo porque posso correr.

2 opiniões sobre “Cá se faz, lá se paga.”

  1. as expressões populares dependem muito das circunstâncias. há uma que a malta também gosta nestes momentos, que é a “cada tem o que merece”, só que eu já vi gente boa a não merecer coisas más que lhes aconteceram. ninguém invoca essa expressão quando se fala dos abusados da casa pia ou da mulher que levou porrada. quanto ao ser humano, cada vez mais me convenço que é pior do que aquilo que pinta de si mesmo. e o pior é o prazer retorcido e a naturalidade com que aceita e justifica o mal por si praticado

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  2. Miguel

    Creio que esta foto é a expressão muito mais da natureza actual do ser-se norte-americano do que uma ilustração da natureza humana em geral.

    Nela leio sobretudo uma enorme ignorância, inconsciência e sobretudo soberba relativamente ao que se passou. E ao que se passou não apenas no domingo, no Paquistão, mas sobretudo ao que se tem passado desde 2003, em especial no Iraque e no Afeganistão.

    Caramba, são centenas de milhares de civis mortos. Civis. Nem me refiro às vítimas militares de um lado e do outro.

    Parece-me uma comemoração digna do povo que os norte-americanos são hoje. E não leias nas minhas palavras pinga de anti-americanismo. Os Estados Unidos são de facto uma grandiosa nação.

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