Trêsporcento – Concerto

Eu não esperava uma plateia cheia para assistir ao concerto dos Trêsporcento, por um motivo muito simples: não se trata de um grupo que ande nos tops nacionais, não sendo portanto um grupo vulgarmente qualificado de comercial. Aliás, qualificar este grupo de comercial é algo que eu descartaria logo nos primeiros minutos do concerto caso não conhecesse relativamente bem o trabalho deles.
Não esperava uma plateia cheia, mas esperava “meia-sala”, vá lá. Mas nem isso. Contei pouco mais de trinta pessoas no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória. Haverá uma mão cheia de motivos para a fraca afluência dos terceirenses ao concerto, além do facto que já referi e que me parece ser o mais evidente. Mas os motivos para uma ausência de público com a expressão como a que constatei não me interessam. O que é certo é que o concerto propriamente dito foi bom, mas esta é a minha opinião, apesar de considerar que um grupo não faz por si só um concerto, sendo indispensável um bom público que esteja receptivo e recíproco ao prazer que vem do palco. E isso aconteceu, numa dose pequena é certo – fomos poucos, mas fomos igualmente bons. E o facto de eu ter sido apenas “mais um dos poucos” privilegiados que assistiram ao espectáculo não teve influência alguma na forma como o senti. Curti-o do início ao fim e dei por muito bem empregue o valor do bilhete.
Os Trêsporcento fizeram o seu papel e entregaram-se de música e alma ao pouco público que tinham à sua frente. E devo dizer-vos que o fizeram com uma classe e uma qualidade digna da simplicidade da sua sonoridade e, pelo que percebi, deles próprios – no fim do concerto estive na conversa com os quatro membros do grupo durante alguns minutos e gostei da atitude dos gajos, não demonstraram qualquer tipo de cagança, apesar de visivelmente desiludidos com o número de cadeiras vazias.

A propósito, “Dás a mão e não sentes”.

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Publicado por

Miguel Bettencourt

Marido, pai, informático e entusiasta da fotografia. Corro, não só pelo prazer que a corrida me proporciona, mas sobretudo porque posso correr.

5 thoughts on “Trêsporcento – Concerto”

  1. é pena. já senti isso. estar num lugar com uma “cena” boa em palco para uma plateia vazia. mete um dó do caramba. e o pior: é que a gente sabe que quem vê a casa dos segredos com certeza não ia apreciar o que lá está, mas outras pessoas que iam gostar de ali estar, pura e simplesmente não estão.

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