Os inimigos da Internet em 2012

O blog Blatitudes publicou neste post a tradução para português do relatório dos Repórteres Sem Fronteiras sobre os inimigos da Internet em 2012 (a versão original, em inglês, pode ser lida aqui e serve de actualização ao relatório publicado em 2011). É um relatório que merece não só uma leitura atenta (apesar de ser extenso), mas também uma reflexão da parte de quem o lê. Deixo abaixo a introdução. Na ligação acima poderão lê-lo na íntegra.
O último relatório, publicado em março de 2011, no auge da Primavera Árabe, destacou o estabelecimento da internet e das redes sociais como ferramentas de protesto, de campanha e de circulação de informação, e como veículos para a liberdade. Nos meses que se seguiram, os regimes repressivos responderam com medidas mais duras àquilo que viram como tentativas inaceitáveis de “destabilizar” a sua autoridade. Em 2011, os «netizens» [um neologismo criado a partir da fusão de “net” – rede – com “citizens” – cidadãos] estiveram no centro das mudanças políticas no mundo árabe e em todo o lado. Tentaram resistir à imposição de um apagão nas notícias e informação mas pagaram um preço alto por isso.
Ao mesmo tempo, os países supostamente democráticos continuaram a dar um mau exemplo, cedendo à tentação de priorizar a segurança em detrimento de outras preocupações e ao adotarem medidas desproporcionadas para proteger os direitos de autor. Os utilizadores de internet nos países “livres” aprenderam a reagir de modo a proteger o que conseguiram. Os mesmos governos aumentaram a pressão sobre os fornecedores de serviços técnicos para que estes ajam como polícias da Internet. As companhias especializadas em vigilância online estão a tornar-se os novos mercenários numa corrida às armas online. Os hacktivistas estão a fornecer conhecimentos técnicos aos netizens presos por um aparelho de regime repressivo. Os diplomatas estão a envolver-se. Mais do que nunca, a liberdade de expressão online é agora um assunto fundamental na política interna e externa.
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Publicado por

Miguel Bettencourt

Marido, pai, informático e entusiasta da fotografia. Corro, não só pelo prazer que a corrida me proporciona, mas sobretudo porque posso correr.

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