Aqueduto das Águas Livres

Quando tive conhecimento que reabrira as portas ao público, anotei na agenda que na primeira oportunidade que viesse a ter atravessaria o Vale de Alcântara através daquela que para muitos é a maior obra de engenharia hidráulica construída em todo o mundo durante o século XVIII: o Aqueduto das Águas Livres.
E assim foi.
Na manhã do dia 12 de Julho de 2012, o meu primeiro dia de férias, fiz-me ao caminho em direcção à Calçada da Quintinha, para percorrer este troço deste monumento nacional. Foram 1882m que me deram muito gozo – concluídos os 941m de distância de um ponto ao outro, há que voltar para trás. A manhã estava óptima e não havia uma multidão de turistas, bem pelo contrário, não me cruzei com viva alma durante esta travessia do Vale de Alcântara (àquela hora já deviam estar todos na baixa pombalina).

A tentativa para trazer a água da Fonte das Águas Livres a Lisboa começa em 1571, numa referência ao projecto do aqueduto no tratado “Da fábrica que Falece à Cidade de Lisboa”, de Francisco de Holanda. Deve-se ao procurador da Cidade Cláudio Gorgel do Amaral o reatamento do projecto, pela sua insistência e pela memória, que elaborou em 1729.
Em 12 de Maio de 1731, foi autorizada, por alvará régio de D. João V, a construção do Aqueduto das Águas Livres. As obras de construção foram iniciadas em Agosto de 1732 e em 1748 o Aqueduto entra em funcionamento, abastecendo de água a cidade de Lisboa.
O Aqueduto das Águas Livres, para além de servir para a passagem da água que abastecia Lisboa, constituía um ponto de acesso à cidade. No cimo dos seus arcos estendem-se dois passeios. A arcaria sobre o Vale de Alcântara é constituída por 35 arcos: 14 ogivais e os restantes em volta perfeita. (Fonte: Museu da Água)

O Aqueduto das Águas Livres encerra em si o maior arco em ogiva, em pedra, do mundo, medindo 65,29m de altura e 28,86m de largura. Impressionante, não?
Publicarei nos próximos posts algumas fotografias tiradas do cimo do Aqueduto para a paisagem urbana envolvente, que não sendo das mais bonitas de Lisboa, sempre proporcionam uma perspectiva diferente do habitual.
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Publicado por

Miguel Bettencourt

Marido, pai, informático e entusiasta da fotografia. Corro, não só pelo prazer que a corrida me proporciona, mas sobretudo porque posso correr.

Uma opinião sobre “Aqueduto das Águas Livres”

  1. Muito interessante. Não fazia ideia que eram permitidas visitas. Vejo que as fotografias foram tiradas mesmo a “beirinha”. As minhas ricas vertigens :P!

    Abraço e boas férias 😉

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