Bom Povo Portugês

Não há muitos dias o Ministro das Finanças, Vitor Gaspar, debitou para a sociedade portuguesa mais uma das suas afirmações abstractas, dizendo que “o povo português revelou-se o melhor do mundo”.
Eu não acredito que o povo português é o melhor do mundo (o que quer que isso signifique), nem acredito que o próprio ministro acredite no que afirmou. Existirá algum melhor povo do mundo? – pergunto eu. Dificilmente.
Mas há bons povos e o povo português já deu provas de ser um deles.
Bom fim-de-semana.


Bom Povo Português é um filme português de Rui Simões, um documentário histórico de longa-metragem que descreve a situação social e política de Portugal entre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, «tal como ela foi sentida pela equipa que, ao longo deste processo, foi ao mesmo tempo espectador, actor, participante, mas que, sobretudo, se encontrava totalmente comprometida com o processo revolucionário em curso (PREC)». Estreou em Lisboa nos cinemas Estúdio e Quarteto a 18 de Novembro de 1981.
Portugal entre dois momentos históricos cruciais. O PREC: entre o dia 25 de Abril de 1974 e o dia 25 de Novembro de 1975.
A Revolução dos Cravos e o Primeiro Governo Provisório. As manifestações do PS e do PCP. António de Spínola e o «bom povo». O direito à greve.
Camponeses e operários, os campos e as fábricas. Vasco Gonçalves, as coligações políticas e o MFA.
Mário Soares perante a contaminação fascista da administração pública. Álvaro Cunhal e o Portugal democrático e independente. Os actos de repressão pela GNR, as manifestações pela descolonização. A radicalização da vida política: o 28 de Setembro, o 11 de Março, o caso Torrebela. As ocupações de prédios abandonados, a Reforma Agrária, o Norte e o Centro, Os Três Efes: Fátima, Futebol e Fado.
Os retornados. Os avanços da social-democracia. Os casos do jornal República e da Rádio Renascença Os recuos do PS na revolução democrática. Os ataques a sedes dos partidos de esquerda. A Santa da Ladeira, a prisão de Otelo Saraiva de Carvalho e a entrada em cena de Ramalho Eanes.

Fonte: 420doc

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Publicado por

Miguel Bettencourt

Marido, pai, informático e entusiasta da fotografia. Corro, não só pelo prazer que a corrida me proporciona, mas sobretudo porque posso correr.

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