Não é na Amazónia, é nas Quatro Ribeiras (Morro Assombrado).

Fotografias de um passeio com amigos no passado domingo ao Morro Assombrado, localizado na freguesia das Quatro Ribeiras, na ilha Terceira.
O nome por que é conhecido nada tem a ver com encontros com almas de outro mundo. Deve-se, sim, às formações rochosas que caracterizam a geologia do local e ao vento e nevoeiro que o assombram frequentemente, com mais incidência no inverno, naturalmente. 
O percurso é feito por entre fendas que podem variar entre os 5 e os 30 metros de altura (medidas tiradas a olho), o que implica por vezes manter o sangue frio. Além disso, a vegetação densa esconde buracos, largos e estreitos, que frequentemente não dão a conhecer as respectivas profundidades.
Toda a zona é ocupada por uma sucessão orográfica de falésias, fendas, encostas e vales, originadas muito provavelmente devido aos escorrimentos das lavas dos vulcões do Pico Alto, e posterior contracção das mesmas no seu processo de arrefecimento. (Wikipédia / Morro Assombrado)
Praticamente no início, depois de subirmos uma pastagem que dá acesso ao início do trilho. Ao fundo, em segundo plano, o Pico Rachado.

O grupo. Eu também ali estou, mas no lado de cá da objectiva fotográfica.

Caprichos da natureza.

Mais um exemplo dos caprichos. Tetris?

Todo o percurso é marcado pela presença de pedras/rochas obsidianas, um tipo de vidro vulcânico formado pela solidificação rápida da lava. Na fase final no trilho encontramos uma grande extensão de muro levantado pelos antigos composto apenas por obsidianas que o tempo se encarregou de cobrir com musgo.

Continuando…

Pose para a fotografia que vem lá debaixo.

Mais uma das tais breves pausas. Há que apreciar tudo o que os sentidos captam.

Avante, mato dentro.

Novamente o Pico Rachado, agora mais próximo. Em segundo plano, a Serra de Santa Bárbara (a nossa serra, como o Baltasar se refere carinhosamente a ela).

o disse e repito: a Natureza é feminina.

Uma zona para atravessar com lama até às canelas.

P’ra cima é que é caminho.

E outro exemplo dos caprichos da natureza.

Idem.

Agora o caminho é para baixo.

É um cenário fantástico, não é?

Luz ao fundo do túnel. Tomara que em todos os túneis em que Portugal está mergulhado se pudesse vislumbrar esta luz.

Para cima, novamente.

A saída vista a partir de outro ângulo.

Um pedaço de madeira, pois.

Troncos gémeos.
Este é apenas um resumo do percurso. Passámos por zonas onde optei por simplesmente apreciar o que me rodeava, renunciando à tentação de fotografar – por vezes a fotografia obriga em demasiado a atenção de quem fotografa, e os outros sentidos acabam por ficar penalizados. Há que ouvir, cheirar, sentir.
Espero, contudo, que este conjunto de imagens possa transmitir a beleza do local a quem não o conhece. 
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Publicado por

Miguel Bettencourt

Marido, pai, informático e entusiasta da fotografia. Corro, não só pelo prazer que a corrida me proporciona, mas sobretudo porque posso correr.

Uma opinião sobre “Não é na Amazónia, é nas Quatro Ribeiras (Morro Assombrado).”

  1. adoraria poder ir a este trilho mas infelizmente nunca tenho companhia para os trilhos e por vezes arrisco-me a ir sozinho o que é perigoso… espero poder ver tudo isto pessoalmente um dia!

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