Como a desigualdade económica prejudica as sociedades

Segundo a revista Exame, as 25 maiores fortunas em Portugal continuam a crescer, tendo atingido qualquer coisa como 16,7 mil milhões de euros, o que equivale a 10% do PIB nacional.
O ranking publicado na Exame centra-se nos ricos, que estão mais ricos. De lado ficam os pobres (cada vez mais pobres) e a classe média que, seguindo em sentido oposto ao crescimento das maiores fortunas nacionais, empobrece a cada ano que passa, a cada Orçamento do Estado que é aprovado pela maioria parlamentar na Assembleia da República.
Uma das consequências directas, senão mesmo A consequência directa, desta relação enriquecimento versus empobrecimento é, naturalmente, a exclusão e a desigualdade social. A desigualdade social é uma bomba cujo rastilho já queima e que tem sido alvo de alertas da parte de diversas personalidades e de entidades quer a nível internacional quer a nível nacional. No plano internacional, o último alerta veio do Papa Francisco através da primeira exortação apostólica, conhecida esta semana. Em Portugal, a própria igreja católica (que conhece o drama da realidade social bem melhor do que qualquer ministro ou secretário de estado) já por diversas vezes alertou para o perigo do desencadeamento da violência como consequência das políticas de austeridade, cujo alvo principal é – já o disse mais do que uma vez – quem menos tem como se defender da ditadura económica em que vivemos.
Mas não tem sido apenas a igreja católica a alertar para este perigo. Diversas personalidades de diferentes sectores da sociedade também já o fizeram – recordo-me, assim de repente, do sociólogo António Barreto.
A desigualdade social deve ser alvo de uma reflexão atenta da parte de todos nós. Não se trata de uma ilusão, pelo contrário, é bem real e tende a piorar. Por isso, deixo abaixo uma palestra relacionada com este problema que a sociedade, a sociedade no seu todo, tem que resolver urgentemente.

http://embed.ted.com/talks/lang/pt/richard_wilkinson.html
Sentimos instintivamente que alguma coisa vai mal nas sociedades com grandes disparidades de rendimentos. Richard Wilkinson apresenta gráficos com dados concretos sobre a desigualdade económica, e mostra o que piora quando os ricos e os pobres estão demasiado afastados: efeitos reais na saúde, tempo de vida, e mesmo em valores básicos como a confiança.

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Publicado por

Miguel Bettencourt

Marido, pai, informático e entusiasta da fotografia. Corro, não só pelo prazer que a corrida me proporciona, mas sobretudo porque posso correr.

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