Projecto MiudosSegurosNa.Net na Praia da Vitória

A Associação de Pais e de Encarregados de Educação da EBIPV, a Escola Básica e Integrada da Praia da Vitória e a Câmara Municipal da Praia da Vitória apresentam entre os dias 26 e 29 de Março de 2017 um conjunto de quatro palestras sob o tema Segurança Online – Miúdos Seguros na Net, sendo três destinadas a crianças e jovens e uma direccionada para Pais e Encarregados de Educação e a comunidade em geral, sendo orador o fundador e dinamizador do Projecto MiudosSegurosNa.Net, Tito de Morais.

Segurança Online-001Tito de Morais fundou o Projecto MiudosSegurosNa.Net, uma iniciativa familiar que, desde 2003, ajuda famílias, escolas e comunidades a promover a utilização ética, responsável e segura das tecnologias de informação e comunicação por crianças, jovens e adultos.

Autor de centenas artigos sobre o tema, participa em acções de sensibilização e dá formação sobre este tema. É também membro do Conselho Consultivo da equipa Portuguesa do projecto EU Kids Online, uma iniciativa financiada pela Comissão Europeia e representou o Projecto MiudosSegurosNa.Net como Parceiro no Centro de Segurança Familiar da Google. Foi ainda avaliador externo do projecto “Cyber Training? Taking Action Against Cyberbullying”, financiado pela Comissão Europeia que produziu um manual para formadores no domínio do cyberbullying.

Com 18 anos de experiência profissional no uso da Internet, desenvolve a sua actividade profissional como consultor. Natural de Boston (EUA), passou a sua infância em Bagdad (Iraque) e Maputo (Moçambique), vivendo actualmente no Porto (Portugal).

Abaixo, “Os Jovens Portugueses e o uso das plataformas sociais na Internet” – Infografia vídeo.

A Internet é o espelho da sociedade e o reflexo não é nada bonito

Numa altura em que a realidade física se mistura com a virtual e em que a Internet passou a fazer parte integrante do quotidiano de quase 3,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo, não é exagero afirmar que esta sobreposição de universos se transformou num fenómeno de dimensões sem precedentes e que passámos a assistir ao mundo em directo. Para o bem e para o mal, o acesso imediato ao que de real acontece aos humanos em diferentes partes do mundo implica reacções igualmente imediatas, muitas vezes desprovidas de contexto e de reflexão prévia, num misto de excesso de informação e de desinformação.

Num ano particularmente complexo em que o terrorismo e a crise dos refugiados foram, sem dúvida, os acontecimentos que mais marcaram a Europa, foi também através da Internet que mais notícias bebemos, sendo constantemente intoxicados por imagens e comentários de violência atroz e observando, estupefactos, um ódio em crescendo, veiculado, não só por terroristas especialistas na venda de propaganda, mas por aqueles que até nos são próximos, nem que seja pelo facto de pertencerem à nossa rede.

Razão pela qual o artigo que se segue mistura as promessas falhadas da Internet, a ausência de respostas concertadas por parte da União Europeia no que à crise dos refugiados diz respeito, a luta contínua pela defesa dos direitos humanos, a terrível escolha entre a liberdade de expressão e a necessidade de censura em prol da segurança dos cidadãos e, por último, a percepção de que os valores universais da tolerância e da diversidade parecem estar cada vez mais longínquos.

Um artigo interessante, a ler na íntegra no Ver – Valores, Ética e Responsabilidade.

A voz

A discussão em torno da utilização das redes sociais, em particular daquela que é actualmente a mais utilizada (no dito mundo ocidental), o Facebook, claro, é vasta e prima por receber abordagens vindas de todos os quadrantes sociais e comportamentais. Pessoalmente, penso que em muitos casos as pessoas atribuem demasiada importância às redes sociais (as virtuais), mas essa é outra história. Para já vou apenas partilhar convosco um pequeno exercício que por vezes aplico.
É certo que a utilização das redes sociais – aliás, vamos concentrar-nos no Fb para tornar a coisa mais fácil -, a utilização do Fb portanto, permite uma espécie de aproximação em tempo real entre pessoas que se conhecem pessoalmente e que estão fisicamente distantes entre si. Quem não tem familiares e amigos num outro ponto do planeta com quem tem um contacto diário por via do Fb, permitindo assim a tal aproximação?
Ora, o que costumo fazer quando leio as partilhas e/ou os comentários das pessoas que estão na minha lista de contactos (ou de amigos, se preferirem) e que se encontram distantes de mim, impossibilitando que ouça as suas vozes frequentemente, é tão simples como entoar em silêncio a voz e a maneira como falam quando leio o que escreveram. Torna tudo mais fácil, inclusive a interpretação do sentido que pretendem dar a uma intervenção na forma de escrita.
Claro que este exercício pode ser aplicado igualmente a todos os outros casos, independentemente se se trata de pessoas com quem falamos (falar mesmo) frequentemente ou ocasionalmente. Aliás, aplicar este exercício numa discussão nas redes sociais permite-nos tentar compreender melhor, em caso de dúvida, o que cada interlocutor pretende transmitir.
Afinal, uma das características que possivelmente reconhecemos quase de imediato nas pessoas é precisamente a voz e a forma como se expressam.

Bloquear convites para aplicações no Facebook

Perguntaram-me se é possível bloquear convites para aplicações no Facebook, provenientes dos contactos que habitualmente enviam os convites. É sim. E é muito fácil.

Nas definições de privacidade, clicar em “Bloquear”. Em “Bloquear convites para aplicações”, introduzir os nomes dos contactos que têm por hábito enviar os respectivos convites.

É também possível bloquear as aplicações propriamente ditas. Uma forma muito simples para o fazer, sem recorrer ao menu de definições de privacidade, é sempre que receberem uma notificação de convite para uma aplicação, ao eliminar o convite optar pelo bloqueio a essa aplicação. A outra opção, como referi acima, é alimentar manualmente a lista de aplicações bloqueadas (segundo quadro).
E é isto. É ou não é fácil?
(Clicar nas imagens para aumentar)

Gangnam Harlem Style Shake (*)

Tenho uma aversão nata a tudo o que é considerado viral na esfera virtual, como os vídeos que percorrem a internetesfera a uma velocidade estonteante. O video do coreano (é da coreia, a estrela, certo?), “Gangnam Style”, a dançar como se estivesse a montar um cavalo, esse, nunca lhe pus a vista em cima – só p’ra citar um dos exemplos mais recentes do estrelato espontâneo e avassalador que as redes sociais possibilitam, dando demasiada atenção, habitualmente, a algo que a meu ver não tem interesse absolutamente nenhum.
Agora parece que é um tal de harlem shake. Em relação a este, já passaram por mim, no mural (ou lá o que é) do Fb, algumas referências a esse harlem shake. Não faço ideia do que se trata.
Eu não embirro com os vídeos virais, não é isso. Apenas opto por não ver. Pancadas… Quem não as tem?
(*) Agora é esperar pelas entradas da malta que o Google vai chutar para aqui, em sequência das pesquisas por gangnam style (oops) e harlem shake (oops).

The Filter Bubble

Quando li esta notícia dando conta que o Facebook resolveu “facilitar” a vida aos utilizadores desta rede no que respeita à gestão das publicações dos contactos, vulgarmente designados de amigos, lembrei-me da intervenção de Eli Pariser no TED Talks em Março do ano passado, que vi vai agora para um ano – se visualizarem o vídeo abaixo perceberão porque coloquei o facilitar entre aspas. A preocupação de Eli Pariser ao dirigir-se a quem o ouve é fazer passar a sua mensagem acerca de como as grandes empresas do mundo online (como a Google, o Fb e o Yahoo!) criam algoritmos “personalizados” de acordo com o historial e o perfil de cada internauta, filtrando a informação que chega a cada um de nós. Mas nada melhor do que ouvir os argumentos de Pariser, autor do livro “The Filter Bubble”.

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“Facebook was looking at which links I clicked on, and it was noticing that I was clicking more on my liberal friends’ links than on my conservative friends’ links. And without consulting me about it, it had edited them out. They disappeared.”
– Eli Pariser