O vento não manda em mim

Gostaria de um dia escrever um conto para crianças. Esta ideia surgiu há escassos dois dias, depois de a Francisca afirmar convictamente que o vento não manda nela. Tem toda a razão a minha filha mais nova, com três anos de idade, a caminho dos quatro. O vento não manda nela, de facto.

Voltando ao conto, decidi que, pelo menos, hei-de tentar. Não sei como o fazer, nem tão pouco por onde começar. Imagino que antes de tudo terei de organizar as ideias: a história, o tempo e as personagens. Não tenho dúvidas de que os resultados obtidos de uma breve pesquisa na Internet levar-me-ão a um não-sei-quanto-número de páginas web onde encontrarei dicas e conselhos acerca de como poderei e deverei escrever um conto. Com alguma mestria binária a própria Internet escreveria-o no meu lugar, bastando para isso eu indicar os ingredientes, e quando clicasse em Fim transformaria o ficheiro de texto num PDF – esta última possibilidade está perfeitamente ao meu alcance; já a primeira, mesmo que fosse possível (será?…) eu não a quereria para mim.

Escrever, considerando que o que escrevo resume-se a um ou outro texto no blogue, livre de qualquer pretensão literária, dá-me em certa medida gozo. Consigo tirar daí algum divertimento. Já escrever um conto representa trabalho, concentração e, acima de tudo, criatividade e imaginação. Não sei se algum dia conseguirei fazê-lo. Porém, estou francamente inclinado a tentar. Recorrendo ao chavão sobejamente conhecido, a pergunta que coloco agora em relação a este objectivo não é porquê?, mas sim porque não?.

Vou tentar. Isso por si só já é alguma coisa. Até porque a ver pela minha experiência de vida recente, tentar por tentar, sem compromissos, pode abrir caminho para algo que nunca julgámos ser possível alcançarmos. Quando corri pela primeira vez a distância de 5 km nunca imaginei que correria a distância da maratona, e mais além. Se há lição que aprendi nos últimos anos é de que afastar para um canto um objectivo sem pelo menos tentar perceber se há possibilidades de alcançá-lo, é perder a primeira oportunidade de vir a realizá-lo.

Como me ensinou a Francisca, o vento não manda em mim.

Novos pneus todo-o-terreno

Se há investimento que, na minha modesta opinião, deve ser sempre considerado como prioritário no que respeita à corrida, seja em estrada ou em trail, é o calçado. Em relação a isto há mais do que uma teoria para opiniões diferentes, e a que eu adoptei é esta: investir em calçado antes de qualquer outro equipamento. E tem sido esta a minha prioridade, dentro das minhas possibilidades. Neste sentido, aposto em calçado que me proporcione amortecimento, estabilidade e durabilidade. Em estrada tenho optado por sapatilhas ASICS e corro actualmente com as Nimbus 15 e as Kayano 17, dependendo das condições em que a corrida é feita (o objectivo é poupar as Kayano e meter mais alguns quilómetros nas já batidas Nimbus, enquanto elas permitirem). No trail o princípio é o mesmo, mas recorrendo à Salomon, correndo actualmente com as S-Lab XT 6 e mantendo as S-Lab Wings 8 SG na caixa, prontas a estrear.

Acontece que no último treino em trail mandei dois espalhos num piso escorregadio, onde qualquer sola de qualquer sapatilha não tem grande aderência, mas o facto de as solas das S-Lab XT 6 terem já passado os limites do recomendado, considerando as características do percurso onde fiz o treino, facilitou em muito ambas as quedas. (O resultado das quedas são os dois cotovelos doridos e esfolados.) As também já muito batidas XT 6 ainda estão em condições para serem usadas, até porque com excepção das solas elas estão perfeitamente aptas para mais uns bons quilómetros. Porém, usá-las daqui em diante e até ao dia em que não aguentarem mais terá que ser em piso seco e não demasiado técnico. Portanto, está a chegar o dia em que as Salomon S-Lab Wings 8 SG serão estreadas.

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Cantos e Contos à Lareira

Centro de Interpretação da Serra de Santa Bárbara, ilha Terceira – 17 Dezembro 2016.

O Parque Natural da ilha Terceira realizou uma tarde cultural no Centro de Interpretação da Serra de Santa Bárbara no dia 17 Dezembro, numa sessão dirigida especialmente às famílias, onde a gestão sustentável dos recursos naturais, a biodiversidade, a água e a cidadania foram alguns dos temas abordados.

Com o Helder Xarvier no papel de contador de histórias, tendo desempenhado a tarefa muitíssimo bem, apesar de o próprio não rever-se neste papel, e a Susana Coelho nas canções, proporcionando momentos deliciosos que só a sua voz o consegue fazer, aquela tarde de sábado foi muito agradável.

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Na rua o frio e o nevoeiro não deixaram margem para dúvidas, lá dentro o ambiente estaria mais acolhedor. De facto estava e a Leonor mostra isso mesmo na fotografia abaixo.

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Foi pena o nevoeiro a cobrir a paisagem que se estende pela encosta abaixo. Havemos de regressar lá num dia de céu aberto e farei uma fotografia para mostrar a vista que se alcança lá de cima.

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Aproveito para deixar os votos de Boas Festas e bom Ano Novo!

Uma fotografia e uma música

Fotografia feita na Igreja de Nossa Senhora da Guia do Convento de São Francisco, em Angra do Heroísmo.

Música de Leonard Cohen, “It Seemed the Better Way” do álbum You Want It Darker (2016).

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